quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Duas Metades - Jorge e Mateus

http://www.youtube.com/watch?v=h3-oL2xFZkY
Pra falar do amor de verdade,
Vou começar pela melhor metade
Te mostrar tudo de bom que tenho
E se for preciso eu desenho
Eu amo você,
Que eu quero você

A outra metade é defeito
Você vai saber de qualquer jeito,
Anjo ou animal, suave ou fatal
O que de um grande amor se espera
É que tenha fogo,
Que domina o pensamento
E traga sentido novo

Que tenha paixão, desejo,
Que tenha abraço e beijo
E seja a melhor sensação,
Que preenche a vida vazia,
Mande embora a agonia
E que traga paz pro coração,
É você, é você

Que preenche a vida vazia,
Mande embora a agonia
E que trouxe paz pro coração
Que preencha a vida vazia,
Mande embora a agonia
E que é dona do meu coração,
É você, é você

E pra falar do amor de verdade
Vou começar pela melhor metade,
Te mostrar tudo de bom que tenho
E se for preciso eu desenho
Que eu amo você,
Que eu quero você

E a outra metade é defeito
E você vai saber de qualquer jeito,
Anjo ou animal, suave ou fatal
O que de um grande amor se espera
É que tenha fogo,
Que domina o pensamento
E traga sentido novo

Que tenha paixão, desejo,
Que tenha abraço e beijo
E seja a melhor sensação,
Que preenche a vida vazia,
Mande embora a agonia
E que traga paz pro coração,
É você, é você

Que preenche a vida vazia
Manda embora a agonia
E que trouxe paz pro coração
Que preenche a vida
Manda embora a agonia
E que a dona do meu coração
É você, é você

E pra falar do amor de verdade
Vou começar pela melhor metade

FOLHA AMASSADA













Quando criança, por causa de meu caráter impulsivo, tinha raiva à menor provocação.
Na maioria das vezes, depois de um desses incidentes me sentia envergonhado e me esforçava por consolar a quem tinha magoado.
Um dia, meu professor me viu pedindo desculpas, depois de uma explosão de raiva, e entregou-me uma folha de papel lisa e me disse:
AMASSE – A!
Com medo, obedeci e fiz com ela uma bolinha.
- Agora, deixe-a como estava antes. Voltou a dizer-me.
Óbvio que não pude deixá-la como antes. Por mais que tentasse, o papel continuava cheio de pregas.
O professor me disse, então:
- O coração das pessoas é como esse papel. A impressão que neles deixamos será tão difícil de apagar como esses amassados.
Assim, aprendi a ser mais compreensivo e mais paciente.
Quando sinto vontade de estourar, lembro-me daquele papel amassado.
A impressão que deixamos nas pessoas é impossível de apagar.
Quando magoamos alguém com nossas ações ou com nossas palavras, logo queremos consertar o erro, mas é tarde demais...
Alguém já disse, certa vez:
- Fale somente quando suas palavras possam ser tão suaves como o silêncio.
Mas não deixe de falar, por medo da reação do outro.
Acredite principalmente em seus sentimentos!

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Deixa-me ruir, desfalecer, sumir


um desvio dos lábios, um segredo
um entorpecimento de versos, um temor
pauso-me à vida, espero-te - e aguardo-me
à vertigem cega, às ruínas
ao olhar crente descrente do amor

uma nudez cerrada, um tormento
uma lágrima que fere, um aplauso incólume
às vezes acordo vago do meu sonho
e vêm as faces do fogo, as persianas rompidas
a ilusão de um espelho em nós

uma ausência, um corte, uma quimera
uma distância que rasga, implora, abstém-me à cor
escoam-me mundos, naufrágios, receios - sentidos
passam dias cá fora, talvez meses dentro
deixa-me ruir, desfalecer, sumir


talvez um dia me decifre


talvez um dia me acenes


talvez...

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

No Silencio



Enquanto as pessoas pensam que estou muito calado, tem milhares de coisas se passando pela minha cabeça.

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Desculpa-me mundo, mas sou do tempo da inocência...


Eu sou do mato, sou da brisa. Sou da relva, da montanha, da água, dos pés descalços, do simples, do café quentinho no bule, do olhar pela janela. De o dia amanhecer com a canção dos pássaros, da prosa leve, da pipa no céu, do sorriso da criança. Da canção na viola. Sou das árvores, das flores, de colher a fruta no pé, do animal de estimação, da amizade gratuita, do amor comprometido, do bilhetinho, de mãos dadas, de comer lambuzando os dedos. Do vestidinho leve, da chinela no pé. Sou do tempo em que o amor fazia a festa homem. Sou da fase da fidelidade, do poema livre da gramática, mas preso à sensibilidade. Sou do tempo da paz, sou tal como diz a canção: Por tanto amor, por tanta emoção a vida me fez assim. Desculpa-me mundo, mas sou do tempo da inocência, dos sonhos e da alegria.
 Ita Portugal.

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

CANSADO...


Confesso que ando muito cansado, sabe? Mas um cansaço diferente… um cansaço de não querer mais reclamar, de não querer pedir, de não fazer nada, de deixar as coisas acontecerem. Confesso que às vezes me dão umas crises de choro que parecem não parar, um medo e ao mesmo tempo uma certeza de tudo que quero ser, que quero fazer. Confesso que você estava em todos esses meus planos, mas eu sinto que as coisas vão escorrendo entre meus dedos, se derramando, não me pertecendo. 
Estou realmente cansado. 
Cansado e cansado de ser mar agitado, de ser tempestade… quero ser mar calmo. 
Preciso de segurança, de amor, de compreensão, de atenção, de alguém que sente comigo e fale: “Calma, eu estou com você e vou te proteger! Nós vamos ser fortes juntos...” 
Confesso que preciso de sorrisos, abraços, chocolates, bons filmes, paciência e coisas desse tipo...