“Eu
nunca sei como cuidar da minha dor, tampouco acho que alguém saberia, aí vem
Deus e me desmente. Ele vem risonho, disfarçado de coisas e pessoas. São amigos
que mandam uma mensagem carinhosa, um recado que chega quando menos se espera,
uma pessoa querida que liga, uma reunião em família que faz o corpo sorrir, uma
música, uma poesia.” Noemyr Gonçalves.
Um dia você vai lembrar-se de hoje e se
perguntar por que teve tanto medo de agir.
Um dia você vai olhar para trás e se perguntar por que deixou que tantos
pequenos contratempos o atingissem.
Um dia você vai olhar para trás e se perguntar por que não foi um pouco mais
disciplinado e focado.
Se pudesse olhar para trás daqui a dez anos, o que você lamentaria não ter
feito? Se pudesse olhar para trás, que coisas você consideraria como as mais
importantes do dia de hoje?
Que oportunidades, que passam despercebidas hoje, seriam evidentes no futuro?
Uma vida de real valor e significado é algo que se constrói com o tempo, não um
prêmio que se ganha por sorte ou habilidade.
O dia de hoje é uma oportunidade de construir a vida que você quer uma
oportunidade que não voltará.
O futuro é imprevisível, mas uma coisa é certa: você jamais se arrependerá de
dar o melhor de si a cada momento.
Não
me aproximo porque, veja bem, sabe lá quem habita a tua solidão. Hesito. Recuo.
Me afasto tristíssimo. E te imagino em poses e sorrisos, nas minhas fantasias
mais loucas e movimentadas. Numa delas sou um bichinho invisível, com asas, que
adentra tua casa e te observa em segredo. Faço o contorno do teu corpo todo com
os olhos, parado contra a parede do teu quarto, imóvel, enquanto tu te atiras
na cama. Cansada. Tu olhas para o teto imaginando mil coisas, memórias, compromissos,
desejos, saudades. Te fito com dor. A luz do abajur faz sombra na tua pilha de
livros, que folheei um dia e quis pedir emprestado... Por razões que
desconheço, nossas aproximações foram sempre pela metade. Interrompidas. Um
passo para a frente e cem para trás. Retrocessos. Descaminhos. Procuro sinais
de algum amor teu. Vestígios de noites passadas. Tu não me vês, estou incógnito
a te observar. Como sempre estive, olhando pelas janelas, de longe, coração
apertado. Nós poderíamos ser amigos e trocar confidências. Assistiríamos a
filmes, taça de vinho nas mãos, e tu me detalharias as tuas paixões e
desatinos. Nós poderíamos ser amantes que bebem champanhe pela manhã aos beijos
num hotel em Paris. Caminharíamos pela beira do Sena, e eu te olharia atento,
numa tentativa indisfarçável de gravar o momento e guardá-lo comigo até o fim
dos meus dias. Ou poderíamos ser apenas o que somos, duas pessoas com uma
ligação estranha, sutilezas e asperezas subentendidas, possibilidades de
surpresas boas. Ou não. Difícil saber. Bato minhas asas em retirada. Tu dormes,
e nos teus sonhos mais secretos, não posso entrar. Embora queira. À distância,
permaneço te contemplando. E me pergunto se, quem sabe um dia, na hora certa,
nosso encontro pode acontecer inteiro. Porque tu és a única que habita a minha
solidão.
“Quando nasci veio um anjo
safado. O chato do querubim. E decretou que eu tava predestinado. A ser errado
assim. Já de saída a minha estrada entortou. Mas vou até o fim”
―Chico Buarque
Uma menina Mulher, Linda e com Conteúdo, você me
faz acreditar que isso é possível, ao ver você me encanto ao ler o que você
escreve me apaixono! E fico a imaginar será que é assim mesmo ou será apenas um
sonho essa pessoa, queria tanto poder descobrir você...